quinta-feira, 22 de maio de 2025

Reflexão sobre o Propósito

 Imagine que você tem uma empresa cujos resultados não estão vindo como esperava. Em meio à frustração, você começa a pensar: "Não tem mais jeito. Vou vendê-la. Alguém vai conseguir resolver isso, e eu finalmente terei o que mereço: o sucesso financeiro que tanto busquei." Você vende o negócio, coloca um bom dinheiro no bolso e se sente aliviado — até feliz.

Meses depois, curioso, resolve ver como a empresa está indo. E então percebe: "Nossa, ela está prosperando! O novo dono fez alguns ajustes aqui e ali..." Passa mais um tempo e você se pega pensando: "Eu poderia ter feito isso. Estava ao meu alcance, mas não fiz. Agora está tudo funcionando tão bem. Gostaria de ter mais uma chance."

Talvez aí — e só aí — você perceba qual era a verdadeira missão por trás daquele negócio. Uma missão que você não teve fé suficiente para acreditar, nem coragem para trabalhar de verdade por ela. Sim, você se dedicou por anos à empresa, mas não à sua real missão. E é essa diferença que separa o esforço do propósito — e, muitas vezes, o fracasso do sucesso.




segunda-feira, 12 de maio de 2025

O elo entre baixo EBITDA e ineficiência: como corrigir antes que afete o caixa

 Como elevar o EBITDA de indústrias alimentícias atacando o ponto mais negligenciado: as despesas operacionais

Se você lidera uma indústria alimentícia, sabe que margens apertadas são quase uma regra. E quando o EBITDA está baixo, o diagnóstico é claro: há ineficiência escondida no coração do seu modelo de gestão. Mas onde, exatamente? A resposta, na maioria dos casos, está nas despesas operacionais que passaram despercebidas — e aí reside o ponto de alavancagem mais poderoso.

O EBITDA como bússola de eficiência

O EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) mede a capacidade da empresa de gerar lucro com sua operação principal. Quando ele é baixo, é sinal de que o negócio está consumindo mais recursos do que deveria para produzir os mesmos resultados. Isso não é só um problema financeiro: é um alerta estratégico.

Despesas: o elo invisível entre operação e rentabilidade

Em muitas indústrias alimentícias, 5% a 8% do faturamento são consumidos por despesas operacionais mal controladas — contratos mal renegociados, processos inflados, consumo energético ineficiente, perdas logísticas, entre outros. Atacar esses pontos pode significar um salto direto no EBITDA, com impacto imediato no caixa.

Close-up de trabalhador pegando biscoitos de uma máquina em uma fábrica de alimentos.

Distribuição Média das Despesas Operacionais em Indústrias Alimentícias

Categoria de DespesaPercentual Médio (%)
Energia e Utilidades18%
Perdas Produtivas e Refugos14%
Logística Interna e Transporte12%
Compras e Suprimentos10%
Mão de Obra Indireta9%
Manutenção de Equipamentos7%
Outros Custos Operacionais30%

O poder dos ajustes cirúrgicos

A melhoria não vem de cortes aleatórios, mas de intervenções com bisturi. Veja três alavancas diretas:

  1. Energia e utilidades – Um diagnóstico técnico pode reduzir até 15% desse custo.

  2. Perdas produtivas – Mapear e eliminar gargalos operacionais melhora o yield.

  3. Eficiência de compras – A centralização e renegociação estratégica de fornecedores pode recuperar margem sem sacrificar qualidade.

Impacto Médio de Intervenções Operacionais (Simulação Realista)

IniciativaRedução Estimada (%)Impacto no EBITDA (%)
Redução de custo com energia-15%+3,2%
Redução de perdas produtivas-10%+4,1%
Otimização do processo de compras-8%+2,7%
Total estimado de melhoria possível+10,0% a +12,0%

O impacto: até +12% de melhoria no EBITDA

Com uma abordagem estruturada, algumas empresas do setor aumentaram seu resultado operacional em até 12% em menos de um ano, sem depender de crescimento de vendas ou expansão de mercado. Ou seja, lucro real com os recursos que já existem.

Inovação também é saber onde não perder

Antecipar o futuro não significa apenas criar novos produtos, mas garantir que o presente não drene o potencial da empresa. Um bom plano de inovação começa pela eficiência — e passa, inevitavelmente, pela revisão estratégica dos custos operacionais.

Quer descobrir onde sua empresa está perdendo margem silenciosamente? [Agende aqui uma análise personalizada].

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Estoque Parado é Capital Morto: Como Otimizar Compras e Liberar Caixa


 Na indústria alimentícia, onde prazos de validade, sazonalidade e demanda volátil ditam o ritmo dos negócios, o estoque parado não é apenas um problema logístico – é um assassino silencioso da lucratividade. Enquanto seu capital está imobilizado em produtos que não giram, você perde oportunidades de investimento, flexibilidade para inovar e até mesmo vantagem competitiva.

Mas como transformar esse passivo em ativo? Como reduzir o giro de estoque sem comprometer a capacidade de entrega? E, mais importante: como liberar caixa para impulsionar o crescimento?



1. O Verdadeiro Custo do Estoque Parado (Além do Óbvio)

Todo gestor sabe que estoque excessivo gera custos de armazenamento e risco de perda. Mas os impactos ocultos são ainda mais perigosos:

Custo de Oportunidade: Cada R$1 preso em estoque poderia estar sendo usado para expansão, marketing ou redução de dívidas.

Deterioração de Margens: Produtos próximos ao vencimento exigem descontos agressivos, corroendo a rentabilidade.

Ineficiência Operacional: Excesso de itens dificulta a gestão, aumentando horas de trabalho e erros de inventário.

Dado Crítico: Empresas do setor alimentício com giro de estoque acima de 30 dias têm, em média, 15% menos liquidez que concorrentes ágeis.

2. As 5 Estratégias que Reduzem Estoque e Aumentam Caixa (Com Casos Reais)

Estratégia #1: Previsão de Demanda Baseada em Dados (Não em "Chute")

Problema: Muitas indústrias compram com base em hábitos, não em dados.

Solução: Ferramentas de análise preditiva (como SAP IBP ou Oracle Demand Planning) cruzam histórico de vendas, sazonalidade e até variáveis externas (como clima) para projetar demanda real.

Caso Prático: Uma indústria de laticínios reduziu estoque em 22% ao integrar dados de varejistas com seu ERP.

Estratégia #2: Estoque Just-in-Time (JIT) com Fornecedores Estratégicos

Problema: Estocar "para não faltar" é um risco financeiro.

Solução: Parcerias com fornecedores locais e contratos flexíveis permitem entregas em 24/48h, minimizando estoque.

Dica Chave: Negocie cláusulas de escassez para proteger-se de crises na cadeia.

Estratégia #3: Classificação ABC com Foco no Giro (Não no Volume)

Regra 80/20: 20% dos itens geram 80% do faturamento.

Ação:

Categoria A (Alto Giro): Estoque mínimo (1-2 semanas).

Categoria B (Médio Giro): Reabastecimento programado.

Categoria C (Baixo Giro): Compre sob demanda ou elimine.

Resultado: Rede de supermercados aumentou giro em 40% ao descontinuar 120 itens "C".

Estratégia #4: Cross-Docking para Produtos Perecíveis

Como Funciona: Produtos chegam e saem sem armazenagem (ex.: hortifrúti).

Benefício: Redução de 100% do estoque para itens selecionados.

Estratégia #5: Liquidação Proativa (Antes do Vencimento)

Tática: Crie programas de descontos escalonados (30 dias antes do vencimento = 10% off; 15 dias = 20% off).

Exemplo: Indústria de congelados reduziu perdas em 90% ao vender excedentes para restaurantes.

3. Ferramentas que Fazem a Diferença (Do Básico ao Avançado)

GRATUITO: Planilha de giro de estoque (baixe nosso modelo [aqui]).

INTERMEDIÁRIO: ERP com módulo de gestão de demanda (ex.: Totvs, SAP).

AVANÇADO: Inteligência Artificial para previsão de vendas (ex.: ToolsGroup).

4. Resultados Reais: O Que Você Pode Alcançar

Redução de 30-50% nos dias de estoque parado.

Liberação de 15-25% do capital de giro.

Aumento de 5-10% na margem líquida (com menos desperdícios).

Próximo Passo: Quer calcular quanto seu estoque parado está custando? Agende uma análise gratuita com nosso time de especialistas.